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Núm. 5 (2022): Declinaciones post/de/colonial en contextos de lengua portuguesa

Português : Littératures de l’Après: o extremo contemporâneo como representificação das omissões do passado

DOI
https://doi.org/10.46608/conceptos2022a/art5
Enviado
16 abril 2024
Publicado
30/09/2022

Resumen

Português

O artigo pretende apresentar contribuição para a reflexão sobre as relações entre Literatura Comparada e a assim chamada “pós-teoria”, trazendo ao debate o pensamento do teórico Johan Faerber e sua recente publicação: Après la littérature : écrire le contemporain (2018). Para contornar o desgastado prefixo “pós” (pós-colonialismo, pós-modernismo, etc.), o autor chama as literaturas do extremo contemporâneo de “littératures de l’Après” (literaturas do Depois), refletindo sobre o que poderia caracterizar tais literaturas, e concluindo, com base em estudos de Dominique Viart, que independentemente do período em que foram escritas, as literaturas do Depois são as que ressurgem quando se pensa que a literatura está morta (Todorov, Compagnon, entre outros). Essa ressurgência acontece com a criação dos romances “desconcertantes” que são os que recusam a doxa e “escapam às significações pré-concebidas  do prêt-à penser-culturel” (Viart, 2006, p. 13). O artigo focaliza, no contexto da literatura brasileira, uma série de romances escritos por mulheres como Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Eliane Brum, Aline Bei, Carola Saavedra e Martha Batalha, cujas obras se caracterizam por serem desconcertantes e transculturais,  insurgindo-se contra a invisibilidade e a inaudibilidade das gerações que as precederam, inventariando ausências, representificando o que até então fora omitido e questionando os limites da representabilidade na literatura.