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Núm. 11 (2025): Prodigios

Cruauté et animalité chez Antonin Artaud et Gonçalo M. Tavares

Enviado
9 diciembre 2025
Publicado
18/12/2025

Resumen

[Portugués] Este artigo propõe uma leitura comparada de Animalescos (2013), conjunto de narrativas breves da autoria do escritor português Gonçalo M. Tavares, e de Le Théâtre et son double (1938), de Antonin Artaud, mobilizando as noções de crueldade e animalidade como ponto de partida. Partindo da teoria artaudiana do «teatro da crueldade», que procura recolocar o corpo no centro da cena e fazer do espetáculo um choque vital, argumenta-se que a escrita de Tavares constitui uma transposição narrativa desse mesmo projeto. As narrativas cruéis de Tavares, onde o homem surge animalizado, mutilado ou reduzido a mecanismos absurdos, convergem com a ambição de Artaud: romper a linguagem, desorganizar as formas, expor a vida na sua dimensão mais violenta e imediata. Assim, mediante a análise cruzada de excertos, procura-se mostrar de que modo o grotesco se converte simultaneamente em método de pensamento e em crítica radical do humanismo.